A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, durante a cerimônia de posse do novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que “mudanças importantes sempre provocam tensão, mas elas requerem cuidado, elas cobram sensatez e exigem escolhas bem refletidas”. E, segundo ela, foi com cuidado e a devida reflexão que Amorim foi convidado para a Pasta, em substituição a Nelson Jobim. “Convoquei (Amorim) porque tenho a convicção de que ele é o homem certo no lugar certo”, disse Dilma, em um rápido discurso.

A presidente destacou que muitos projetos estratégicos para o País e nosso futuro estão em andamento no Ministério da Defesa e que não podem sofrer rupturas atrasos ou adiamentos. Ela disse também ter certeza de que esses projetos terão continuidade e ganharão maior velocidade e solidez na gestão de Amorim.

Dilma fez questão de destacar os cargos já ocupados por Amorim, desde o governo Fernando Henrique Cardoso até o governo Lula, e disse que ele “é um profissional dedicado ao Brasil”. “Celso Amorim tem qualidades pessoais que o aproximam muito dos senhores militares de longa formação”, afirmou a presidente, destacando características como cultura e preparo técnico, moderação em manifestações públicas, método na atividade como homem público e, sobretudo, disciplina e o respeito à hierarquia. “Celso Amorim é um patriota, um homem talhado para essa fase do Brasil, que é um País de cabeça erguida, consciente da sua soberania”, disse.

A presidente afirmou ainda ter certeza de que Amorim ajudará o Ministério da Defesa a vencer seus maiores desafios, tanto os mais urgentes quanto os mais estratégicos. “A experiência de Amorim será valiosa para o Ministério da Defesa. O Brasil enfrentará importantes questões que envolvem diretamente as nossas forças armadas. Há acordos bilaterais em andamento, há negociações para compra de armamento e aquisição de tecnologia bélica, além da inadiável exigência de proteção e controle de nossas fronteiras terrestres e nosso mar territorial”, explicou.

Ao final, Dilma disse que o “partido do Ministério da Defesa é a pátria”. “Trocas de comando fazem parte da rotina, desde que se troque o comandante, mas não se deixe de fazer o que precisa ser feito”, disse.