A presidente Dilma Rousseff evitou nesta terça-feira (16), falar sobre a possibilidade de a presidente da Petrobras, Graça Foster, sair do cargo. Ao final da cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais das três Forças, Exército, Aeronáutica e Marinha, em Brasília, Dilma foi questionada sobre o assunto pelos jornalistas e disse que não iria falar com a imprensa hoje.

A permanência da executiva no cargo começou a ser mais discutida depois de a ex-gerente da estatal Venina Velosa da Fonseca ter revelado em entrevista ao jornal Valor Econômico na semana passada que alertou Graça sobre as irregularidades nos contratos de marketing da estatal, acusando pagamentos de serviços não prestados e excessos de gastos.

A revelação ocorreu em meio a crise pela qual passa a Petrobras desde o início da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção envolvendo políticos e empreiteiras que causaram prejuízos milionários à empresa.

Discursando em almoço com oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica em Brasília, a presidente disse que o País vive, com a colaboração das Forças Armadas, o fortalecimento de um “círculo virtuoso de defesa, desenvolvimento e democracia”. “No Brasil de hoje, defesa e democracia andam juntas”.

A declaração da presidente vem na semana seguinte à divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, que causou tensão com alguns setores das Forças Armadas. A presidente disse ainda que “um país pacífico não quer dizer um país indefeso”.