O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff está “extremamente preocupada” com os efeitos do que ocorreu no Japão em relação à política de energia nuclear adotada pelo Brasil.

Carvalho informou também que Dilma está em contato direto com o Itamaraty para saber da situação de brasileiros que moram no Japão, e que o Banco do Brasil já está trazendo as famílias e os seus funcionários que estão lá.

Gilberto Carvalho disse que não tem informações completas sobre a questão nuclear, mas que todos do governo estão “acompanhando atentamente”. “A presidente está extremamente preocupada, com os efeitos, inclusive aqui, com a questão da nossa política (nuclear), com toda esta questão da energia atômica e energia nuclear. Temos que, com responsabilidade, olhar isso”, afirmou. O Brasil dispõe hoje de duas usinas nucleares em funcionamento: Angra 1, 2. Angra 3 está em construção e mais quatro usinas estão previstas.

“Não se sabe exatamente a extensão da questão japonesa. Só depois de ter uma análise mais profunda se pode pensar nas influências que o evento japonês poderá ter sobre a nossa política nuclear”, comentou.

Copa do Mundo

A presidente Dilma Roussef também afirmou nesta terça-feira que os investimentos do Brasil em infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 devem ser de R$ 33 bilhões. Com discurso otimista, ela projetou benefícios ao desenvolvimento do País, como com o surgimento de novas vagas de trabalho. De acordo com Dilma, a projeção é de criação de 330 mil empregos diretos e outros 400 mil temporários.
Além de reformar e construir estádios, o Brasil precisa realizar outros investimentos, como na ampliação de aeroportos, considerados o principal gargalo do País, e melhoria em setores fundamentais, como transporte. De acordo com Dilma, esses investimentos, na sua maior parte, serão federais.
“O Mundial vai contribuir para o nosso projeto de desenvolvimento, gerando empregos e aumentando a renda do trabalhador. Estimamos que serão criados 330 mil novos empregos diretos e 400 mil temporários. O evento tornará o Brasil uma vitrine internacional – esperamos receber cerca de 600 mil turistas. No setor de infraestrutura, os investimentos chegarão a R$ 33 bilhões, com 68% de participação do governo federal”, afirmou, na Conversa com a Presidenta do Blog do Planalto.
Dilma minimizou o atraso das obras no Brasil para a realização da Copa do Mundo de 2014 e garantiu que o País mostrará estar preparado para hospedar a competição. Para garantir que o Brasil cumprirá os prazos e conseguirá concluir todas as obras, a presidente citou a África do Sul, que enfrentou a descrença antes de receber o Mundial de 2010.
“Quanto às preocupações, lembro que durante a Copa das Confederações, realizada na África do Sul apenas um ano antes da Copa do Mundo, dizia-se que o país não conseguiria realizar as obras necessárias a tempo. No entanto, o Mundial foi considerado um sucesso”, disse.