A presidente Dilma Rousseff se emocionou ao defender a parceria cultural e econômica entre Brasil e Argentina. Em declaração ao lado da presidente argentina Cristina Kirchner, Dilma afirmou que os dois países devem fortalecer parcerias em educação, cultura e comércio. “Este é um momento especial para dois grandes países de sociedades desenvolvidas que foram capazes de eleger duas mulheres presidentes”, afirmou Dilma. “Este é o primeiro de muitos encontros, e como é o primeiro, estamos um pouco emocionadas”, acrescentou.

A presidente observou que o Salão dos Pensadores Argentinos em que estavam dando a declaração, no Palácio da Casa Rosada, sede do governo argentino, era dedicada a escritores e cientistas. “Acho uma simbiose estar aqui. Este é o sentimento da nossa cooperação”, afirmou. Dilma relatou que se encontrou com as mães e avós da Praça de Maio e disse que pretende levar para o Brasil a experiência de uma parte do grupo em criar projetos na área social.

A presidente fez uma homenagem ao ex-presidente argentino Nestor Kirchner, marido de Cristina, morto em outubro do ano passado. “Quero homenagear o presidente Nestor Kirchner, não só como presidente da Argentina, mas como construtor da União de Nações sul-americanas (Unasul)”, disse. Dilma afirmou que a parceria entre Brasília e Buenos Aires pode beneficiar os demais países da América Latina. “Eu considero que Argentina e Brasil são cruciais para que possamos transformar o século 21 no século da América Latina”, afirmou.

Dilma disse que os dois países devem desenvolver um papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. Este modelo, segundo ela, deve levar em conta a preservação do meio ambiente e a soberania dos países. “Os nossos países podem e vão dar passos decisivos na construção de um mundo melhor para os nossos povos e para os povos latino-americanos”, afirmou.

Antes de Dilma falar, Cristina citou Nestor Kirchner e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ela, relançaram o Mercosul e melhoraram a relação entre os dois países. Cristina disse que a “presidenta Rousseff” teve consciência histórica, ao escolher a Argentina como primeiro país que visitou.

Após a declaração conjunta, as presidentes, que não responderam a perguntas de jornalistas, seguiram para um almoço no Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina. De lá, a presidente Dilma embarcaria de volta para o Brasil.