A presidente afastada Dilma Rousseff usou as redes sociais nesta segunda-feira, 16, para se manifestar contra as acusações do Itamaraty a países latino-americanos e à União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Na sexta-feira passada, a pasta divulgou notas em que critica ambos por “propagação de falsidades” sobre o processo político no Brasil. Naquele dia, com o início do governo Temer, o Itamaraty passou a ser comandado pelo tucano José Serra (SP).

continua após a publicidade

Também na sexta-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou, durante a reunião do Conselho de Ministros, que solicitou o retorno a Caracas do embaixador venezuelano no Brasil, Alberto Castellar. O motivo foi o afastamento de Dilma Rousseff.

Depois, outros países vizinhos tomaram decisões semelhantes. El Salvador, por exemplo, suspendeu contratos oficiais com o Brasil. A decisão do país também foi criticada em nota expedida nesta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores.

No texto publicado nesta segunda, a presidente afastada afirmou que essa reação “expressa a indignação internacional diante da farsa jurídica aqui montada”. Segundo a presidente afastada, o posicionamento dos países “revela a preocupação de que essas práticas, travestidas de legalidade, possam se espalhar por outras partes do mundo”.

continua após a publicidade

Os fatos políticos recentes no País podem, de acordo com Dilma, promover “a desestabilização de governos legítimos e revertendo as grandes conquistas sociais e democráticas alcançadas nos últimos 15 anos”.

“Governos e povos da América Latina estão também preocupados com as ameaças que o novo ministro recorrentemente fez ao Mercosul e com sua disposição de estabelecer acordos econômicos e comerciais profundamente lesivos ao interesse nacional”, diz a nota.

continua após a publicidade