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Política

Dias não teme crise

  • Por Elizabete Castro

Álvaro não teme crise na frente trabalhista

O pré-candidato do PDT ao governo do Paraná, senador Álvaro Dias, disse ontem que um possível rompimento da Frente Nacional Trabalhista não implica prejuízos ao seu projeto eleitoral. Álvaro afirmou que a possibilidade de o PDT sair da aliança nacional com o PPS e o PTB pode até, dependendo das circunstâncias, favorecer sua candidatura. “Eu não saberia dizer neste momento o que é melhor. Vejo que se o PDT não participar da Frente nós ficamos liberados de uma candidatura presidencial e ficaremos soltos para compor nossas alianças independente da manutenção ou não da verticalização das coligações”, avaliou.

O senador disse também que o apoio do PTB à sua candidatura não está condicionado à aliança nacional e nem mesmo à verticalização. “O nosso compromisso independe destas questões. O PTB tem interesses locais que o empurram para o nosso lado”, afirmou o pedetista. Ele afirmou que os petebistas desejam uma coligação para a disputa proporcional com o PDT.

Em relação ao PPS, se a aliança for desfeita, não se altera a relação com o PDT, disse Álvaro. O PPS mantém a pré-candidatura do deputado federal e presidente do Diretório Estadual, Rubens Bueno, e não começou nenhuma conversa com o PDT do Paraná.

Alvaro participou ontem pela manhã da reunião do PDT em Brasília, onde fez um discurso de solidariedade à posição do presidente nacional do partido, Leonel Brizola, que ameaça deixar a Frente Trabalhista se o PPS insistir em ter candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. Para o senador, havia um entendimento preliminar entre os três partidos de que o PDT lançaria o candidato ao governo, o ex-deputado federal José Fortunatti, o PTB o vice e o PPS, o candidato ao Senado.

Retomada

O senador pedetista disse que também não depende das alianças já desenhadas. Afirmou que tem outras possibilidades de composições e voltou a citar o PMDB como uma delas. Álvaro afirmou que o PDT e o PMDB estão muito mais próximos atualmente e que deputados e lideranças dos dois partidos nunca interromperam as negociações. “Está havendo muita conversa entre os dois partidos. Eu não participo delas não por desinteresse, mas por respeito, porque o PMDB mantém um projeto de candidatura própria”, comentou.

O senador disse que se o PMDB modificar seu projeto será o primeiro a tomar iniciativa de “se candidatar a um entendimento com o PMDB”.

Carta branca para acordo

Brasília (AE) – A Pré-Convenção Nacional do PTB aprovou ontem uma moção dando carta branca à executiva nacional para negociar uma aliança com o PDT no Rio Grande do Sul, motivo do impasse que provocou a suspensão do encontro de hoje da frente trabalhista, que ratificaria o apoio ao pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PPS). Na prática, a resolução configura uma intervenção branca sobre o Diretório do PTB gaúcho, contrário ao nome do PDT para o governo do Estado. “Vou cumprir em nome do PTB, todos os acordos firmados com o (ex) governador Leonel Brizola (presidente nacional do PDT)”, disse o presidente nacional do PTB, José Carlos Martinez.

Por causa deste problema, o líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ), admitiu que seu partido poderá retirar-se da Frente Trabalhista (PDT, PTB e PPS), que apóia a candidatura de Ciro Gomes (PPS) à presidência da República, mas acredita que a crise instalada na Frente ainda pode ser superada. Segundo Miro, o primeiro acordo feito no âmbito da Frente Trabalhista deu ao PDT o direito de indicar o candidato da Frente ao governo do Rio Grande do Sul. No entanto, esse compromisso passou a ser revisto com o surgimento de novas candidaturas do PPS e do PTB, criando, segundo ele, um cenário de incertezas na coligação.

“Se o primeiro acordo entrou em rediscussão, o que nos garante que outros serão cumpridos ao longo da campanha?”, questionou Miro. “Qual a garantia que temos que um programa de governo, acertado pela Frente, seja cumprido no futuro?” Pelo acordo, segundo Miro, o PDT indicaria o candidato à sucessão do governador Olívio Dutra, e os nomes apontados são os do ex-deputado José Fortunatti e do deputado Alceu Collares. “O Rio Grande do Sul é fundamental para a manutenção da aliança e foi a primeira questão a ser discutida na formação da Frente”, disse o líder.

 

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