Evandro Monteiro/O Estado
Osmar Dias aposta no corpo a corpo na reta final.

Embora o governador Roberto Requião (PMDB) esteja com ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto, candidatos à sucessão estadual de oposição ao peemedebista afirmam que a eleição não terminará no primeiro turno. Há três semanas das eleições, tanto o senador Osmar Dias (PDT) quanto Rubens Bueno (PPS), dizem não estar preocupados com as pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha divulgadas na semana passada e pretendem prosseguir com as mesmas estratégias traçadas no início de suas campanhas. Já o coordenador-geral da campanha do senador Flávio Arns (PT), Cido Spada, acredita que é preciso intensificar ações para que Arns seja reconhecido como candidato.

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Osmar afirma que Requião não pode ser considerado eleito no primeiro turno, pois, segundo ele, há pesquisas internas mostrando cenários diferentes daqueles apresentados pelos institutos Ibope e Datafolha. ?Em toda as eleições as pesquisas destoam da realidade. Mais próximo das eleições elas ficam mais precisas?, diz o senador pedetista, confiante num segundo turno.

Segundo Osmar, a maneira para levar a disputa ao segundo turno é a de fazer campanha corpo a corpo e conversar com a população. O senador afirmou que, com os poucos recursos que detém, não há outra estratégia possível. ?Além disso, não temos muitos prefeitos conosco. A maioria foi obrigada a apoiar o governador?, disse.

O candidato Rubens Bueno (PPS) também não acredita que a eleição será definida já no primeiro turno. ?É só ver o que diz a pesquisa espontânea. Ela indica que 44% das pessoas não sabem em quem vão votar. E nosso índice de rejeição é pequeno, o que ajuda na hora de conquistar votos?, declara. Na avaliação dele, mais da metade da população ainda não decidiu em quem vai votar e só o fará bem próximo do primeiro de outubro. ?A única pesquisa que vale é a urna no dia de votação?, afirmou Bueno, que se diz vítima pela terceira vez das pesquisas de intenções de voto.

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Segundo o candidato, mesmo com as pesquisas o colocando em terceiro lugar e com baixo percentual de intenções de voto, a estratégia da campanha não muda. Bueno irá continuar cumprindo uma agenda de viagem pelo Paraná, fazendo carreatas e campanha corpo a corpo com o eleitorado.

Já na campanha de Arns, Cido Spada acredita que é preciso tornar o candidato petista mais visível do eleitorado. Para ele, a campanha de Arns ainda não decolou porque houve pouco envolvimento da população no processo eleitoral. ?Estamos sentindo que ainda há pouca discussão com relação à política. Somente cerca de 25% da população está vendo o horário eleitoral. E aí procuram votar nos candidatos que são mais conhecidos?, explica.

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Na tentativa de melhorar o desempenho de Arns nas pesquisas, Spada afirma que agora é o momento de convocar os militantes petistas para irem às ruas, além de distribuir uma grande quantidade de panfletos e adesivos do candidato. Spada acredita que boa parte dos 50 mil filiados do PT paranaense devem ajudar na campanha. Ele lembrou também que vai ser possível contar com as pessoas que estão trabalhando para os candidatos às eleições proporcionais. ?Acredito que possamos chegar a 100 mil voluntários fazendo campanha para Arns no Paraná. Na medida em que ele se tornar conhecido, haverá um crescimento nas pesquisas?, disse.

PMDB fará tudo para liquidar no dia 1º

Elizabete Castro

Nos próximos vinte dias, peemedebistas e seus aliados estão sendo convocados para ir às ruas e bater na porta do eleitor para garantir que a eleição acabe no primeiro turno com a reeleição do governador licenciado Roberto Requião (PMDB). Um dos coordenadores da campanha do PMDB e ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, disse que o comitê estadual está organizando uma força-tarefa para cobrir todas as cidades do estado, até o dia 1.º de outubro.

Os prefeitos, vereadores e lideranças políticas que declararam apoio a Requião também estão recebendo um chamado para arregaçar as mangas na reta final. Na análise do comando da campanha de Requião, falta muito pouco para consolidar a tendência de vitória no primeiro turno. ?Nós vamos intensificar perseguindo esta meta porque os resultados das pesquisas são animadores e indicam isso. Nós achamos que dá para levar no primeiro, ao contrário do que achávamos no início da campanha, quando pensamos que seria difícil não ter segundo turno?, afirmou Adur.

Para o ex-secretário, o PMDB não pode cometer nenhum erro na estratégia dos próximos dias. ?A campanha do governador, ao contrário do que as oposições queriam, está numa tendência de crescimento. E avaliamos que nos últimos dias virão os votos daqueles que gostam de refletir muito antes de tomar uma decisão. Achamos que isso nos beneficia. Porque vai haver comparação entre o que era antes e o que é agora?, afirmou Adur.

Parados

Os peemedebistas avaliam que, além da tendência de crescimento de Requião, apontada pelas pesquisas de intenções de votos, outros fatores contribuem para acreditar no fim da eleição em primeiro turno. Segundo Adur, há uma estagnação dos adversários, seja do segundo colocado, senador Osmar Dias (PDT) ou do terceiro e quarto lugares, o ex-deputado Rubens Bueno (PPS) e o senador Flávio Arns (PT). ?Sobretudo o candidato do PDT estagnou?, comparou.

Para dar conta de percorrer o estado, Requião e seu candidato a vice-governador Orlando Pessuti estão fazendo campanha separadamente. Enquanto Pessuti visita uma região do Estado, Requião vai para o lado oposto.