Gerson “Bambu” Klaina/O Estado
Vereador Francisco Garcez, presidente do Conselho de Ética, e Valdemir Soares, futuro relator de uma das denúncias contra Derosso.

O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba convocou para o próximo dia 18 o presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PSDB), para prestar depoimento sobre as denúncias de supostas irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara, que teriam beneficiado a agência de sua esposa, Cláudia Queiroz e de contratação de funcionários fantasmas pela Casa. A comissão realizou, nesta segunda-feira, sua segunda sessão desde que recebeu a denúncia contra o vereador.

A comissão ainda não decidiu se o depoimento de Derosso será aberto ou se ocorrerá em sessão secreta. “Defendemos que seja aberta, mas o regimento indica que, em caso em que se envolvam questões pessoais ou constrangimento público do depoente, a sessão pode ser fechada”, disse o presidente do Conselho, vereador Francisco Garcez (PSDB).

A reunião foi extremamente burocrática, com a leitura das denúncias, a análise do Regimento Interno da Casa e a indicação do relator, o vereador Jorge Yamawaki, do mesmo PSDB de Derosso. Uma nova reunião foi marcada para as 18h desta terça-feira, quando o presidente da comissão deverá confirmar o vereador Pastor Valdemir Soares (PRB) como relator do outro processo, que trata da denúncia de contratação de funcionários fantasmas pela Casa. Após a reunião, os integrantes da comissão foram ao Ministério Público Estadual, solicitar informações sobre as questões já apuradas pelos promotores.

Os vereadores acataram o parecer da procuradoria jurídica da Casa contrário ao pedido de abertura de comissão processante e de afastamento de Derosso protocolado no plenário pela vereadora Renata Bueno (PPS) e, apenas, anexaram a denúncia da vereadora às outras já recebidas pela comissão de ética.

“O parecer é técnico, não é político. Não temos que analisar politicamente qual a melhor forma de tratar o caso. Se, tecnicamente, a procuradoria jurídica diz que a questão tem que tramitar no Conselho de Ética, temos que acatar”, disse Valdemir Soares.