Um dia antes da troca de liderança da oposição – Durval Amaral (PFL) passou a função para Valdir Rossoni (PSDB) ontem à tarde – os deputados peemedebistas se reuniram e cobraram do chefe da Casa Civil, Caito Quintana, mais informações para defender o governo no plenário da Assembléia Legislativa. No início da noite de terça-feira, os deputados peemedebistas foram a Quintana e reclamaram que ficam na defensiva diante dos ataques da oposição, argumentando que faltam a eles dados e informações mais específicas sobre as ações e os projetos do governo para se contrapor às críticas.

"É um acerto de regras para tocar bem o ano", disse o deputado Antonio Anibelli (PMDB), reconduzido à liderança da bancada na reunião de anteontem. Segundo Anibelli, o chefe da Casa Civil prometeu abastecer os deputados com informações e "estreitar o relacionamento". Anibelli afirmou que por se tratar do que definiu como um ano "pré-político", deve haver mais integração entre o Palácio Iguaçu e a base aliada. "Temos que construir tudo este ano", citou o líder da bancada, lembrando que em breve começarão as mudanças de partidos entre os deputados e que esse processo precisa ser acompanhado de perto pela Casa Civil, responsável pela articulação política do governo.

Fora de foco

Mas o assunto principal da reunião da bancada – a troca de secretários – ficou esvaziado. Diante da posição do governador Roberto Requião, irredutível quanto à sua prerrogativa de escolher quem fica ou sai do governo, os deputados, que antes queriam a demissão de todos os secretários que pretendem ser candidatos no próximo ano, agora já se contentam se Requião estabelecer um prazo para que eles deixem seus cargos.

De acordo com os peemedebistas, fica a sugestão para que o governador peça os cargos aos secretários-candidatos em dezembro deste ano. Eles acham que é prazo suficiente para evitar o uso da máquina. Enquanto permanecem no governo, os secretários devem ser mais generosos com os deputados, defendem os peemedebistas. Isso significa informar aos prefeitos que os deputados com base em seus municípios também têm participação na realização das obras inauguradas pelo governo. Uma das críticas feitas pelos deputados aos secretários é que os auxiliares do governador não informam sobre o cronograma de obras do governo, fazem inaugurações sem convidá-los e assim minam suas bases eleitorais.

Pedágio

Para melhorar o fluxo de informação, na próxima semana, o diretor geral do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Rogério Tizzot, irá ao plenário da Assembléia para falar sobre o cronograma de asfaltamento de 2,2 mil quilômetros de estrada. E também rebater às críticas da oposição à maneira como o governo vem tentando reduzir as tarifas do pedágio no Estado.