Uma comissão de deputados estaduais se reuniu ontem com os reitores das universidades estaduais de Londrina e Maringá para fazer uma avaliação das dificuldades que as instituições estão enfrentando. Entre elas estão a falta de professores, de recursos e a possibilidade de fechamento dos cursos criados a partir de 2000 por deficiências de infra-estrutura. O presidente da Comissão de Educação na Assembléia, Tadeu Veneri (PT), explica que o objetivo do encontro é apontar possíveis soluções para esses problemas.

As universidades estaduais estão mergulhadas numa série de problemas. Um deles ficou evidenciado na última quarta-feira, quando boa parte dos professores e técnicos realizaram um dia de paralisação pedindo reajuste salarial. Outra dificuldade é a falta de professores.

O reitor da Universidade de Maringá (UEM), Gilberto Pavanelli, considerou a situação gravíssima. Segundo ele, para fechar o quadro de docentes são necessários pelo menos mais 183 professores, mas o governo só liberou a contratação de 105. Além disso, não será realizado concurso, mas um teste seletivo com contrato de um ano. “A qualidade do ensino fica prejudicada”, comenta. Segundo ele, esses docentes não têm como se envolver em projetos de pesquisa e extensão. Além disso, professores mais experientes nem se interessam por essa forma de vínculo com instituições.

Quanto à possibilidade de fechamento dos 20 cursos criados a partir de 2000 na UEM, Pavanelli garante que isso não vai ocorrer. Explica que foram seguidos rigorosamente todos os trâmites legais para a criação das faculdades, e cabe ao governo mantê-los. Alguns cursos já estão completamente consolidados com a formação de turmas. Para contornar o problema de infra-estrutura, o reitor improvisa, ao adotar convênios com outras instituições para o uso de laboratórios.