Diante da recusa do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, em responder às perguntas dos parlamentares na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na Câmara, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) sugeriu nesta terça-feira, 15, que o empresário seja liberado para que os demais depoentes possam ser ouvidos.

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Delator do esquema de corrupção envolvendo as maiores empreiteiras do País no âmbito da Operação Lava Jato, Pessoa tem se limitado a responder que permanecerá em silêncio durante o depoimento aos parlamentares. Porém, o empreiteiro aproveitou sua ida à comissão para realizar uma apresentação sobre a história da UTC.

Após duas perguntas não respondidas por Pessoa, o relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), abriu mão de continuar questionando o empresário. No entanto, outros membros da comissão desejam continuar perguntado ao delator da Operação Lava Jato. O deputado Ivan Valente (Psol-SP) considerou que é possível que Pessoa resolva responder a alguma pergunta no decorrer da sessão, apesar de o empresário já ter repetido várias vezes que se manterá calado em relação a todos os questionamentos.

“Se eu falar sobre temas sigilosos, coloco em risco a minha delação. Por isso, a todas as perguntas, adotarei o silêncio que a Constituição me assegura”, disse Pessoa, na apresentação inicial à CPI da Petrobras. Além dele, também estão previstos para esta terça-feira os depoimentos da funcionária da UTC Sandra Raphael Guimarães e de Roberto de Moraes Mendes e Giorgio Martelli, os dois da empresa Saipem.

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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje o empreiteiro a permanecer em silêncio durante depoimento à CPI. O presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), chegou a propor o fechamento da sessão – como era um pedido da própria defesa de Pessoa – para que o empresário colaborasse com respostas, mas mesmo assim o delator manteve a intenção de permanecer calado.