Com um discurso de independência, o peemedebista Eduardo Cunha (RJ) ampliou nesta quarta-feira (17), o número de partidos que apoiam sua candidatura à Presidência da Câmara dos Deputados para o próximo biênio. A bancada do DEM se aliou ao candidato por considerar que Cunha respeitará o espaço da oposição e não se subordinará aos interesses do Poder Executivo.

“O deputado Eduardo Cunha reúne as condições políticas para ganhar a eleição e ao mesmo tempo, como presidente, exercerá o cargo com independência, com zelo às prerrogativas do Poder Legislativo e busca de harmonia com os demais poderes”, resumiu o líder da bancada, Mendonça Filho (PE).

O peemedebista já conta com o apoio do PSC, PTB, Solidariedade e deve integrar oficialmente o PRB. Ele admite conversas com o PSDB, PV e PPS, conta com o apoio da bancada evangélica e afirma que as negociações estão avançadas com a bancada ruralista.

“Nós não somos e não seremos uma candidatura de oposição ao governo. Não somos e nunca seremos uma candidatura de submissão ao Poder Executivo”, reiterou Cunha, que desde o lançamento de sua candidatura já percorreu 11 Estados em campanha.

O líder da bancada do PMDB preferiu não comentar o lançamento da candidatura do petista Arlindo Chinaglia (SP) à presidência da Casa. “Time que quer ser campeão não escolhe adversário. O que eu tenho de fazer é mais gols”, respondeu.

Mais cedo, o PT oficializou o nome de Chinaglia, que já foi presidente da Casa. O petista tem o apoio do PCdoB e do Pros. O PDT não compareceu ao ato de oficialização nesta manhã porque se incomodou com a divulgação do apoio antes da reunião formal da bancada, mas reforçou que continuará no grupo que apoia o nome de Chinaglia. “Não apoiamos o nome de Eduardo Cunha”, avisou o deputado e vice-presidente da sigla, André Figueiredo (CE).