O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), voltou a defender nesta quinta-feira, 16, o tesoureiro licenciado do partido, João Vaccari Neto, preso ontem pela Polícia Federal acusado de participar do esquema da Lava Jato. Sibá disse que respeita a decisão de Vaccari de se afastar da tesouraria e discorda que o PT tenha demorado para tomar a atitude.

“Nós continuamos com o mesmo ponto de vista sobre ele, ele está se afastando por um imbróglio técnico e administrativo: se ele está lá, ele não pode estar aqui”, disse o líder do PT na Câmara, que tem um assento na Executiva Nacional do partido, que se reúne hoje em São Paulo.

Como fez ontem logo após a prisão de Vaccari, Sibá voltou a criticar a ação da força-tarefa que conduz a Lava Jato. “Não há constrangimento porque não estamos assumindo culpa nenhuma, não temos culpa nenhuma. Nós não aceitamos as acusações que foram apresentadas”, disse Sibá.

O tom das declarações de Sibá segue a linha da nota assinada pelo presidente do partido, Rui Falcão, e redigida após uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado disse que o nome do substituto do tesoureiro deve sair da própria ‘Construindo um Novo Brasil’, corrente majoritária do partido e à qual pertencem Vaccari e Sibá. O líder espera que sejam apresentados os nomes na reunião desta quinta-feira, mas que a decisão fique para amanhã, quando acontece o encontro do Diretório, grupo mais amplo de dirigentes.

O presidente Rui Falcão, o vice-presidente Alberto Cantalice e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), já chegaram para a reunião, que acontece na sede nacional do partido, no centro de São Paulo.