O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, elogiou hoje, por meio de nota, a aprovação pela Câmara dos Deputados da uma política fixa de valorização do salário mínimo até 2015, iniciativa que avaliou como uma “inegável vitória da classe trabalhadora”.

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“Apesar de não ter sido aprovado o valor de R$ 580 para 2011, a garantia da política de valorização permanente é um resultado importante que deve ser destacado”, ressaltou. De acordo com o sindicalista, a previsão é de que, até 2012, o mínimo nacional chegue a R$ 620. “E nos anos seguintes continuará crescendo com significativos aumentos acima da inflação”.

A proposta do governo federal de elevar o salário mínimo para R$ 545 foi aprovada ontem pela Câmara do Deputados, depois da derrota de emendas que previam valores de R$ 560 e R$ 600 de autoria do DEM e do PSDB, respectivamente. Apesar da oposição ter proposto pisos mais próximos ao defendido pela CUT, Henrique acusou os oposicionistas de tentarem “acabar” com a política de valorização permanente do salário mínimo ao se posicionarem contra o reajuste automático. “Até então, os aumentos só viravam realidade porque o governo editava todo o ano uma medida provisória. Agora, com a aprovação pelo Congresso, os aumentos vão ocorrer sem sobressaltos nem hipocrisias e demagogia”.

O presidente da CUT ressaltou ainda o compromisso do governo federal na correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e considerou “uma vitória” a promessa de criação de uma mesa de negociação para discutir o reajuste aos aposentados.

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