O discurso adotado pelos presidentes nacionais do PPS e PSB ao anunciar, na tarde desta quarta-feira, 29, o início do processo de fusão foi o de que a divisão de espaços do novo partido será definida apenas durante o congresso extraordinário previsto para ocorrer até o meio do ano. O encontro deverá servir para confirmar a junção das duas legendas.

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O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que agora não é o momento para esse tipo de discussão. Sentado ao lado de Freire, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, nada falou, apenas consentiu. Apesar do gesto, Siqueira chegou à coletiva de imprensa poucos minutos depois de se reunir com a Executiva Nacional do PSB, em Brasília. Na reunião, por ampla maioria, a cúpula da legenda decidiu pela fusão com o PPS. Mas ponderaram que 2/3 dos postos de comando nacional da nova sigla devem ficar com representantes do PSB.

Esse mesmo desenho de estrutura deverá se estender no âmbito dos diretórios estaduais e municipais. A predominância dos espaços também deve ocorrer no Congresso Nacional, onde o PSB tem a maioria dos parlamentares, podendo dessa forma impor a escolha dos próximos líderes de bancada na Câmara e Senado.

Outro ponto que também já é consenso dentro do PSB, embora Roberto Freire tenha demonstrado que também não é o momento para uma definição, é o nome da nova sigla: PSB 40. A manutenção do nome se deve ao desempenho obtido na última eleição presidencial, disputa em que a candidata Marina Silva obteve cerca de 20 milhões de votos. “Não podemos abrir mão de uma marca de 20 milhões”, afirmou ao Estado um dirigente do PSB.

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Embora ainda alguns pontos precisem ser acertados até uma confirmação da fusão, o entendimento por parte do PSB é que na maioria dos Estados não haverá disputa entre integrantes das duas legendas nas próximas eleições municipais de 2016. Há focos de brigas, entretanto, no Maranhão, Ceará, Paraná e Manaus.