O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deixou seu gabinete nesta quinta-feira, 29, sem receber a comunicação sobre a instauração de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. Os processos contra Cunha, Alberto Fraga (DEM-DF) e Roberto Freire (PPS-SP) serão instaurados na próxima terça-feira, 3, na primeira sessão deliberativa do ano do colegiado.

Cunha já foi notificado por e-mail, mas avisou ao Conselho de Ética que quer ser comunicado pessoalmente. Fraga e Freire já receberam o informe, que na prática é uma formalidade do colegiado, ou seja, não interfere na realização da sessão de instalação dos processos.

Enquanto o peemedebista é acusado pelo PSOL e Rede Solidariedade de mentir à CPI da Petrobras ao negar que tivesse conta oculta no exterior, Fraga e Freire são acusados pelo PCdoB de agredir a líder da bancada do partido, Jandira Feghali (RJ), após um bate-boca no plenário durante a votação da Medida Provisória 665. Na ocasião, Fraga disse que mulher que “bate como homem tem que apanhar como homem também”.

Petista

O PSDB também prepara uma representação contra o líder da bancada do PT na Câmara, Sibá Machado (AC). O deputado João Gualberto (PSDB-BA) tentou protocolar hoje no Conselho de Ética um pedido de abertura de processo porque Sibá reagiu, na última terça-feira, 27, ao protesto de representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que acompanhava a sessão da galeria da Casa. “Eu vou juntar gente e vou botar vocês pra correr daqui de frente do Congresso. Bando de vagabundos. Vocês são vagabundos. Vamos pro pau com vocês agora”, esbravejou.

A assessoria do tucano foi orientada a apresentar o requerimento na Corregedoria da Casa, uma vez que só são recebidas no Conselho ações assinadas por presidentes nacionais de partidos ou requerimentos encaminhados pela Mesa Diretora.