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Política

CPIs discutem métodos para início dos trabalhos

  • Por Elizabete Castro

As cinco Comissões Parlamentares de Inquérito instaladas anteontem na Assembléia Legislativa – Copel, Pedágio, Banestado, Jogos Mundiais da Natureza e ParanaCidade – estão discutindo suas metodologias para começar o trabalho.

O presidente da CPI da Copel, Marcos Isfer (PPS), decidiu criar subcomissões para cada uma das linhas de investigação. A Comissão vai fazer sua primeira reunião hoje, quando serão escolhidos os subrelatores, que vão se ocupar dos quatro temas que geraram o pedido de investigação.

Os sub-relatores vão se dividir na investigação da operação de compra de ações da Sercomtel pela Copel, na compra de créditos tributários pela empresa, nos contratos de compra de energia pela Cien, e as parcerias privadas da estatal. “São muitos os temas e o tempo é curto. Se a gente não organizar o trabalho, não saímos do lugar”, afirmou Isfer.

A CPI já recebeu a primeira contribuição para iniciar os trabalhos. O presidente da Copel, Paulo Pimentel, apresentou ontem no encontro do governador Roberto Requião (PMDB) com os deputados um relatório completo sobre os contratos da empresa para a compra de energia da Cien e da UEG (Usina Elétrica a Gás de Araucária). Segundo o presidente da Comissão, numa rápida leitura dos documentos, já foi possível identificar a existência de contratos de “gaveta” entre a Copel e as empresas privadas. “Onde se mexe se encontram problemas”, comentou o deputado, que pretende pedir a Paulo Pimentel uma assessoria técnica da Copel para ajudar na apuração das denúncias de irregularidades.

Tensão

Outra CPI que faz sua primeira reunião hoje é a do Pedágio. O governo conta com o resultado da Comissão para auxiliar na sua estratégia de derrubar o preço do pedágio nas rodovias do Paraná. Mas a colaboração da CPI esbarra na relatoria, ocupada por um dos integrantes do bloco de oposição ao governo na Assembléia – o deputado Ademar Traiano (PSDB).

O presidente da Comissão é o petista André Vargas, mas Traiano já avisou ontem que se depender dele, a CPI não vai fazer o que ele chama de “jogo do Palácio Iguaçu”. O deputado afirmou que a Comissão não vai atropelar seus trabalhos para se enquadrar no cronograma do governo, que estipulou um prazo de sessenta dias para reduzir a tarifa. “Aqui não se trata de investigar, mas de apurar e esclarecer quem está com a razão. O papel de uma CPI não é punir. Isso é papel do Judiciário”, comentou.

O presidente da CPI da Paranacidade, José Maria Ferreira (PDT), marcou a primeira reunião para a próxima segunda-feira. Ele também vai dividir a Comissão em grupos. Um para se debruçar sobre os contratos da ParanaCidade com os municípios, outro para analisar a capacidade de endividamento e um terceiro com o objetivo de avaliar os financiamentos concedidos ao Estado.

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