A expectativa da CPI do Porto na Assembléia Legislativa é que a audiência pública marcada para próxima segunda-feira (24), às 9h, na sala das comissões, traga esclarecimentos importantes para o caso. Vão ser ouvidos o ex-diretor tècnico da Associação dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Ogarito Linhares, e o delegado da Receita Federal no município, Marco Antônio Franco.

Enquanto isso, o Legislativo aguarda à remessa de documentos que solicitou formalmente à Appa sobre contratos com a instituição que envolveriam empresas pertencentes ao deputado Waldir Leite (PPS), membro da comissão e autor do requerimento que a criou.

O parlamentar foi acusado pelo Palácio Iguaçu de ser um dos sócios da empresa Serly da Silva & Cia Ltda, cujo nome fantasia é Prest-Serv Prestadora de Serviços, contratada pela Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) para executar serviços de limpeza no corredor de exportação e no silão do porto.

Leite negou a acusação e afirmou, na tribuna, que renuncia ao mandato se o governo comprovar a existência de contrato entre o porto e qualquer empresa onde seja sócio. Para tentar esclarecer o “imbróglio”, o deputado Marcos Isfer (PPS) solicitou e o presidente da Mesa, deputado Hermas Brandão (PSDB) acatou, que a Casa requeira à Junta Comercial de Paranaguá a relação das empresas onde o deputado tem participação. E à Appa documento comprobatório de contratos entre essas empresas e o porto. As denúncias apresentadas até agora estão sendo consideradas insuficientes pelos deputados.