A CPI do Porto na Assembléia Legislativa volta a se reunir amanhã, às 17h, na sala das comissões, para ouvir Maria Manuela, da equipe técnica do Porto de Paranaguá, e o atual responsável pelo setor de limpeza e conservação da instituição.

Segundo o relator da comissão, deputado Alexandre Curi (PMDB), o novo responsável pela área tem menos de um mês na função. A empresa anterior foi demitida depois que o governador Roberto Requião (PMDB) fez uma visita ao local e não gostou do que viu.

O presidente da comissão permanente de Fiscalização e Controle da Casa, deputado Neivo Beraldin (PDT) também encaminhou à CPI o resultado dos trabalhos que vêm desenvolvendo no porto há vários meses, com audiências públicas tanto em Curitiba como em Paranaguá. Um dos relatórios aponta para irregularidades justamente na área de limpeza e conservação.

Os deputados Valdri Rossoni (PSDB), Plauto Miró Guimarães (PFL) e Valdir Leite (PPS) fizeram uma vistoria in loco na última segunda-feira (dia 17). Mas encontraram situação tão calamitosa no silão público que nem chegaram a concluir a visita. Voltaram a Curitiba, marcaram uma reunião de emergência e decidiram encaminhar pedidos de providência a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério Público do Trabalho. Segundo os parlamentares, os operários não têm condições dignas de trabalho num local onde a higiene é tão precária.

Eles encontraram no silão, além de poeira acumulada em mais de 20 cm, pombos mortos e ressenados, fezes e ovos podres, inclusive sobre os maquinários e nos dutos por onde é transportada a soja. Está nos planos da comissão fazer visitas periódicas ao porto, em intervalos ainda a serem definidos, na expectativa de buscar soluções rápidas para o problema e evitar maiores prejuízos à imagem e ao desempenho do principal terminal exportador de grãos do país.

CPI da Terra

Também tem reunião marcada para quarta-feira (19) a CPI da Terra. A comissão está tentando ouvir também o ex-coordenador do MST no Paraná, Roberto Baggio, mas até sexta-feira seu depoimento não havia sido confirmado. Os deputados vão ouvir às 9h30, no plenarinho da Assembléia Legislativa, Marli Branbila, uma das dirigentes da cooperativa agrícola de Querência do Norte.

Universidades

Em sua última reunião, na quinta-feira 9 dia 13), a CPI das Universidades realizou a acareação entre Darci Santos e Gabriel Inácio Kravchychyn, ex-funcionários, e o ex-pró-reitor de Administração da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Nadir Laidane.

Os deputados questionaram os depoentes sobre desvios de recursos do Setor de Receitas da UEPG no período de 1993 a 1998, cujo montante é estimado em cerca de R$ 1 milhão. Darci Santos, responsável pela tesouraria, admitiu ter desviado cerca de R$ 5 mil semanalmente, por determinação de seu chefe imediato Gabriel Inácio Kravchychyn. Esses desvios, segundo ele, eram realizados através de fraude das fichas de caixa. Gabriel negou que houvesse determinado as adulterações, mas confirmou que recebeu várias vezes, de Darci, envelopes fechados para entrega ao pró-reitor Laidane.

Laidane admitiu que foram providenciados recursos para o pagamento de dois professores de mestrado (Merhy e Ítalo Grande) e que os valores eram mensais e giravam em torno de R$ 900,00. No início da acareação, Laidane admitiu que tal procedimento era ilícito, contudo, na seqüência, declarou que os valores recebidos seriam uma forma de empréstimo para pagamento aos professores e que já estariam sendo devolvidos com correção.