A CPI da Telefonia Móvel da Assembleia Legislativa apresentou ontem o relatório final. Dos mais de 15 mil consumidores pesquisados, 72% demonstraram insatisfação com a qualidade do atendimento nos call centers das empresas; 71% se disseram descontentes com a qualidade e estabilidade do sinal; 66% reclamaram da falta de qualidade dos serviços em geral e outros 68% registraram queixas quanto a cobranças indevidas.

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A CPI também apurou que todas as operadoras investiram menos que o previsto na melhoria do sistema. As teles destinaram menos de 10% do faturamento anual global de R$ 287 bilhões na infraestrutura. A comissão propôs e as operadoras assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que obriga a realização de mutirão de atendimento e apresentação de plano de investimentos para o Estado.

Segundo o relatório, a Anatel não cumpre seu papel regulador e fiscalizador, atuando sempre em polo passivo e se omitindo em suas obrigações. Por isso, a CPI pediu ao Ministério Público Federal o indiciamento do presidente do órgão, João Batista de Rezende.

O documento cita ainda a necessidade de se criar legislação que regulamente a instalação de novas antenas. O Paraná tem 14 milhões de usuários de celular e média acima de 4 mil linhas por antena, o que resulta em frequente falta de sinal ou interrupção nas ligações.

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