O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PDT-BA), define na tarde desta terça-feira (26) como será feito o depoimento de Durval Barbosa no caso Jaqueline Roriz (PMN-DF).

Durval Barbosa, autor das filmagens em que Jaqueline aparece recebendo R$ 50 mil durante a campanha eleitoral de 2006, já se mostrou disposto a colaborar com as investigações do Conselho de Ética, mas apenas no que se refere à deputada.

Por isso, o depoimento poderá ser feito de forma reservada, para que os parlamentares não questionem Durval Barbosa sobre outros assuntos relacionados à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e coloquem em risco a delação premiada oferecida a ele.

No inquérito da Polícia Federal sobre o caso da deputada, Durval Barbosa afirma que, além dos R$ 50 mil mostrados em vídeo, Jaqueline ainda teria sido beneficiada com outros repasses de R$ 30 mil a R$ 50 mil, entregues ao marido dela, Manoel Neto.

Segundo o depoimento do delator do esquema, os pagamentos foram “determinados pelo então candidato [ao governo do Distrito Federal] José Roberto Arruda, tendo em conta o compromisso de Jaqueline de não pedir votos a favor da coligação da candidata Maria de Lourdes Abadia, companheira de partido”.

Durval Barbosa cita ainda que, além do dinheiro, o acordo incluía a garantia de que Jaqueline apontasse um nome para administrador de alguma cidade do Distrito Federal o que, segundo ele, foi cumprido com a indicação do administrador de Samambaia.

O Conselho de Ética tem reunião marcada para amanhã, quarta-feira. O depoimento, no entanto, ainda não tem data marcada.