O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou proposta do deputado Gustavo Fruet (PMDB) para regulamentação da Corregedoria da Casa. Entre as principais mudanças propostas estão a possibilidade de acareação entre o deputado acusado e testemunhas; o estabelecimento de um prazo de cinco sessões para que o deputado acusado possa apresentar sua defesa; e o estabelecimento de caráter sigiloso para o depoimento do parlamentar acusado até o término da investigação pela Mesa Diretora. Outra mudança nos procedimentos atuais é que o deputado que for preso em flagrante ficará sob a custódia da Corregedoria Geral.
Fruet foi indicado para relatar o tema e entregou suas sugestões esta semana, na forma de um substitutivo a uma proposta de Ato da Mesa, de autoria do 2.º vice-presidente, deputado Luiz Piauhylino (PSDB-PE). A proposta define as competências da Corregedoria Geral da Câmara. Atualmente, o Regimento Interno da Casa não estabelece as atribuições do corregedor-geral.
O Conselho de Ética também aprovou uma minuta de projeto de resolução de autoria da deputada Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), criando o cargo de Corregedor Geral da Câmara. Atualmente, o corregedor geral é o segundo-vice presidente da Casa. De acordo com Fruet, a intenção dos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar é garantir apoio político para o Ato da Mesa e para a aprovação do projeto de resolução da deputada Vanessa Grazziotin.