Parte das 2.362 famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família em Mâncio Lima (AC), onde se encontra o ponto extremo oeste do território brasileiro, só se tranquilizou depois de ler o comunicado da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, exposto na única casa lotérica da cidade. “Tive que pregar o discurso da ministra na casa lotérica para que eles se acalmassem”, disse a secretária de Assistência Social do município, Ângela Maria Valente de Figueiredo. “Foi bem complicado, mas tudo se normalizou”.

Mâncio Lima, a 617 quilômetros da capital Rio Branco, fica na fronteira com o Peru, e as televisões chegam ali graças às antenas parabólicas. De acordo com o IBGE, a população é de pouco mais de 15 mil habitantes. No Acre, em termos quantitativos, o problema maior foi registrado em Rio Branco.

A Caixa Econômica Federal resolveu abrir as agências duas horas mais cedo em função do boato. A abertura antecipada serviu para explicar a situação de normalidade.

Desde a noite de sábado, 18, as agências da instituição ficaram lotadas. Mas fora o susto em função do boato, nenhum incidente grave foi registrado.”O que houve foi uma espécie de pânico”, disse a coordenadora do programa no Acre, Claudia De Paoli. “Já temos tantos problemas a resolver e ainda temos que gerenciar esse tipo de situação”.

No Acre, há 70.924 famílias que são beneficiadas com o Bolsa Família. Dessas, 65.774 estão abaixo da linha de pobreza (92,7%). Esses números ainda sofreram interferência após o programa Brasil Carinhoso entrar em execução. Com o Brasil Carinhoso, 33.224 famílias deixaram de ser ‘extremamente pobres’ no Acre.