Uma comitiva de agricultores e líderes comunitários do município de Palmas, no Sul do Estado, buscou ontem, em Curitiba, junto às entidades agrárias, apoio para tentar solucionar a questão com os índios Caingangues, que ocupam cinco propriedades da região há duas semanas.

Eles também devem entrar na justiça nos próximos dias pedindo a reintegração de posse dos locais invadidos. Segundo eles, algumas famílias indígenas já estão morando nas casas que eram utilizadas pelos posseiros, e a estrada que vai em direção a esses locais foi bloqueada várias vezes, com madeiras e pneus queimados.

De acordo com o Sindicato Rural de Palmas, o grupo de agricultores espera que com essa visita, o número de invasões realizadas nas propriedades sejam contidas. A solução para as terras já invadidas seria o próximo passo. "Não podemos entregar nossas propriedades de mão beijada, e perder todo o investimento que foi feito no local. Esses invasores são todos desocupados que, acabam aproveitando tudo o que produzimos", irritou-se o presidente do sindicato, José Antônio Bueno.

Indígenas

Os representantes indígenas foram a Brasília pedir para o governo federal dar um basta na situação. No local, vivem 690 indíos, divididos em 153 famílias. Eles querem que sejam definidas as demarcações das terras indígenas, com anexação de 820 hectares à Terra Indígena de Palmas, que hoje conta com 2,5 mil hectares. Essa demarcação depende da assinatura de uma Portaria Declaratória por parte do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.