A Corregedoria do Itamaraty instituiu nesta terça-feira, 27, comissão de sindicância para apurar os fatos relacionados à saída do senador boliviano Roger Pinto Molina da Embaixada do Brasil em La Paz e sua entrada em território brasileiro. A comissão será presidida pelo assessor especial do ministro da Controladoria-Geral da União, o auditor fiscal da Receita Federal Dionísio Carvalhedo Barbosa, e será integrada ainda pelos embaixadores Clemente de Lima Baena Soares e Glivânia Maria de Oliveira.

Molina, que é opositor do presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou ao Brasil no último sábado, 24, depois de uma viagem de 22 horas em veículo diplomático brasileiro. Ele estava na representação diplomática do Brasil em La Paz desde maio de 2012. O caso levou o ex-chanceler brasileiro Antonio Patriota a pedir exoneração do cargo ontem, 26. Patriota será substituído pelo embaixador Eduardo dos Santos, interinamente e, depois, em definitivo, por Luiz Alberto Figueiredo, que atua como representante permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), cargo que agora será ocupado por Patriota.

A comissão de sindicância foi criada por portaria assinada pelo corregedor do serviço exterior, Heraldo Póvoas de Arruda. O documento está publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira.