A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta terça-feira requerimentos de convite a autoridades do Brasil e estrangeiras para que expliquem as suspeitas de que o País também se tornou alvo de espionagem dos Estados Unidos. Reportagens do jornal “O Globo” destas segunda, 8, e terça-feiras sustentam, com base em documentos vazados pelo ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA-Central Intelligence Agency) Edward Snowden, que e-mails e telefonemas de brasileiros foram monitorados, bem como uma base de espionagem em Brasília teria sido montada pelos EUA.

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Foram aprovados pedidos, em votação simbólica, para ouvir os ministros da Defesa, Celso Amorim, das Relações Exteriores, Antônio Patriota, das Comunicações, Paulo Bernardo, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito, o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, e o jornalista Glenn Greenwald, radicado no Rio, que recebeu os documentos secretos de Snowden. Os senadores também decidiram colher os depoimentos do presidente da Google, Fábio Coelho, e do Facebook no Brasil, Alexandre Hohagen. O líder do Psol no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), defendeu, inicialmente, que o convite para os ministros seja transformado em convocação.

Regimentalmente, no caso do convite, fica a critério da autoridade marcar o dia que comparecerá à comissão. No caso da convocação, a pessoa é obrigada a vir em até 30 dias. Os senadores argumentaram com Rodrigues que as autoridades devem comparecer à comissão até a quinta-feira, 11, e, se fosse aprovada a convocação, eles teriam mais um mês para marcar a data. “A situação é tão grave que todos vão vir”, acredita o presidente da comissão, Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

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