A Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados realiza no próximo dia 27 em Curitiba uma audiência pública para debater as propostas com deputados, prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e representantes de entidades organizadas.

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O encontro será na Assembleia Legislativa e faz parte de uma rodada de discussões que a Comissão está realizando em catorze capitais do país para coletar sugestões externas para o texto que será apresentado em julho na Câmara.

O primeiro encontro da Comissão foi em Goiânia, que reuniu quinhentas pessoas para discutir a reforma. Único representante titular do Paraná na Comissão, o deputado federal Sandro Alex (PPS) disse que a Câmara, ao contrário do Senado, decidiu abrir a discussão para a participação da sociedade no processo de revisão das regras eleitorais e políticas do país.

Na audiência em Curitiba está prevista a participação do relator do texto, Henrique Fontana (PT-RS) e do presidente da Comissão, deputado Almeida Lima (PMDB-SE).

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Sandro Alex disse que a celeridade do Senado na análise e aprovação das propostas impediu uma análise mais profunda da sociedade sobre as mudanças. Após 45 dias de funcionamento, a Comissão da Reforma Política do Senado encerrou seus trabalhos.

“Se não fizemos essa reforma em vinte anos, não precisamos fazer em duas semanas. A sociedade precisa ser ouvida”, afirmou o representante do Paraná na Comissão, lembrando que nada do que foi aprovado pelo Senado é definitivo. “O Senado é uma câmara revisora. As propostas aprovadas lá não são terminativas. E o nosso texto ainda não está pronto”, disse.

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Familiaridade

O Senado já aprovou o fim da reeleição no Executivo e das coligações partidárias na disputa proporcional e a adoção do financiamento público de campanha. Mas a maior parte da população ainda não tem familiaridade com termos como lista fechada e voto distrital, distrital misto, distritão, proporcional misto, entre outros sistemas de votação que já estão sendo discutidas à exaustão na Câmara e no Senado, reconheceu o deputado paranaense.

“Nós fizemos uma pesquisa em Curitiba que comprovou que a população realmente não tem muita noção ainda do que significam essas mudanças. Mas de qualquer forma as pessoas estão interessadas em saber mais sobre essas mudanças”, afirmou Sandro Alex.