O pedido de cassação do deputado federal André Luiz (sem partido-RJ) será votado no plenário da Câmara na próxima quarta-feira, conforme assegurou ontem o presidente da Casa, deputado Severino Cavalcanti (PP). A data foi marcada depois que a mesa diretora da Câmara decidiu que, mesmo com a pauta trancada, é possível votar matérias que não digam respeito à elaboração de leis. Além de processos disciplinares, se enquadra nesse caso o preenchimento de cargos públicos. Na segunda semana de maio, a Câmara deverá analisar a indicação de dois nomes para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

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O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), relator do processo de cassação de André Luiz no Conselho de Ética, considerou sensata a decisão da mesa diretora, tomada depois que o líder de minoria, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL) apresentou questão de ordem sobre o assunto. "Continuar adiando a votação do caso seria desmoralizante para a Câmara", disse o deputado. O relatório de Fruet recomendando a cassação foi aprovado pelo Conselho de Ética no dia 8 de março e desde então aguardava votação no plenário, mas não era apreciado porque uma série de medidas provisórias tranca a pauta.

André Luiz é acusado de quebra de decoro parlamentar, por ter tentado extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Em troca, prometia livrar Cachoeira de indiciamento na CPI da Loterj, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Para que o deputado seja cassado, são necessários os votos de 257 deputados (metade mais um dos 512 que compõem a Câmara). A votação será secreta.

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