Caso Takayama é do PMDB nacional

O diretório estadual do PMDB formalizou a decisão de não requerer de volta o mandato do deputado federal Hidekazu Takayama (PSC). Em reunião realizada anteontem à noite, a executiva decidiu deixar o caso de Takayama sob a alçada do diretório nacional. Foi a forma de anistiar o deputado, que poderia ser enquadrado como infiel, de acordo com o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

A executiva justificou que se trata de um deputado federal e, logo, Takayama deve se entender com a direção nacional, que seria a instância competente para solicitar a devolução do mandato. Takayama se elegeu pelo PMDB no ano passado, mas transferiu-se para o PSC depois do dia 27 de março deste ano, data em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se pronunciou a favor da fidelidade partidária.

A direção estadual do PMDB justificou que é necessário aguardar a resolução do (TSE) disciplinando o processo antes de solicitar também os mandatos dos vereadores que podem ser alcançados pela decisão do STF, concluindo que os mandatos pertencem aos partidos.

Mas o secretário-geral do PMDB, João Arruda, insiste em que o diretório estadual deve retomar os mandatos dos vereadores infiéis. ?O PMDB não cassa ninguém e, inclusive, lutou na ditadura contra as cassações. Mas o partido não pode abrir mão de um mandato parlamentar delegado democraticamente pelo povo nas urnas?, justificou.

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