O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje que o governo federal não busca “desenvolvimento a qualquer preço”, ao comentar o processo de consulta a comunidades locais sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Carvalho participou da abertura do seminário “Convenção 169 da OIT: experiências e perspectivas”, que trata de consultas aos povos indígenas e tribais na tomada de decisões que afetem essas comunidades. Também estiveram presentes os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros.

“O que nós estamos fazendo é para que esse processo de consulta às comunidades se aperfeiçoe. Entendemos que é possível aperfeiçoar esses mecanismos”, disse Gilberto Carvalho a jornalistas. “Houve ou não houve consulta (aos povos indígenas) em Belo Monte? Entendemos que houve, mas talvez não a mais perfeita. Espero que esse seminário lance luz sobre isso. Esse governo não pensa que o desenvolvimento se dá a qualquer preço”, afirmou.

Questionado sobre o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que critica o governo por não ter ouvido as comunidades sobre a construção da usina, Patriota disse que recebeu o documento “com naturalidade”. “O relatório da OIT recolhe inúmeras informações, é um relatório de mil páginas. Existe reconhecimento de todo esforço que está sendo feito no Brasil para avanço nos direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, de modo que (o recebemos) com naturalidade. Não tenho maior comentário a fazer”, concluiu.