O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) é o relator no Conselho de Ética da Câmara do processo que investiga a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), acusada de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas no Distrito Federal. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) pelo presidente do conselho, José Carlos Araújo (PDT-BA).

“Ele é um bom perfil. Um deputado muito experiente. Convidá-lo, e ele aceitar, me deu muita tranquilidade”, disse Araújo.

Agora, Jaqueline Roriz será notificada e terá prazo de cinco sessões plenárias para apresentar sua defesa. Araújo disse não esperar que o conselho tenha de usar os mesmos métodos da Corregedoria da Casa, que notificou Jaqueline por meio do Diário Oficial, depois de três tentativas frustradas.

“Se ela não apresentar [a defesa], vamos aplicar o Regimento. E o conselho vai nomear um defensor.”, informou Araújo. “Mas tenho a impressão de que, nesse caso, a deputada vai ter todo interesse [em dar as explicações]”, completou.

Araújo ainda minimizou o fato de que Jaqueline Roriz era do mesmo partido que Carlos Sampaio em 2006, quando foi filmada recebendo dinheiro de um esquema de pagamento de propinas no Distrito Federal. Para ele, isso não é impedimento para uma possível punição. “Isso não tem nada a ver com o julgamento que será feito pelo Conselho de Ética”, afirmou.

O processo tem 90 dias para ser concluído e podendo ser prorrogado por prazo idêntico. Jaqueline Roriz poderá ser advertida, suspensa temporariamente ou ter o mandato cassado. Caso isso ocorra, perderá os direitos políticos por oito anos. A renúncia ao mandato não impede a continuidade do processo.

Leia mais

Relator do caso Jaqueline quer ‘contextualizar’ imagens