Foto: Lucimar do Carmo/O Estado

Rossoni deixa a liderança da oposição no início do ano legislativo. PFL é cotado para ocupar a função.

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A campanha eleitoral de 2006 exigirá uma reordenação da bancada de oposição na Assembléia Legislativa. Dependendo dos movimentos eleitorais dos partidos para fechar suas alianças, o maior partido de oposição ao Palácio Iguaçu, o PSDB, terá que baixar o tom de seus discursos contra o governo do PMDB. Para evitar que o processo possa dar na vista, em meio à campanha eleitoral, se avançarem os entendimentos entre peemedebistas e tucanos para a sucessão estadual, a oposição fará uma troca de líder já na reabertura das sessões, em fevereiro.

O deputado estadual Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB, deixa a função em 2006, obedecendo a um acordo para que se estabelecesse um rodízio entre os integrantes da bancada. Mas o futuro porta-voz do grupo não deverá ser do PSDB. O PFL que, independente das formas e composições que assumam os palanques de 2006, estará inevitavelmente na trincheira adversária ao governo do Estado, é o cotado para ocupar a tribuna da oposição.

Há uma articulação para trazer de volta ao posto o deputado Durval Amaral, que inaugurou a liderança da oposição, criada nesta legislatura. Mas Amaral já disse que está sobrecarregado com a Comissão de Constituição e Justiça, da qual é presidente, e onde passam todas as matérias que são votadas em plenário.

Orientação

A versão oficial para a troca é que já havia um compromisso dos tucanos de repassar o posto para o PFL. Mas nos bastidores, a explicação é mais apimentada e aponta o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, como o artífice do remanejamento. Brandão foi o primeiro a se manifestar publicamente sobre a possibilidade de PSDB e PMDB se juntarem no mesmo palanque em 2006, no Estado, em torno da candidatura à reeleição do governador Roberto Requião e, nacionalmente, ao redor da candidatura tucana à presidência da República.

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Por conta disso, interessaria ao presidente da Assembléia Legislativa retirar o PSDB da linha de frente do confronto com Requião, pelo menos, no início do próximo ano legislativo, quando as negociações sobre coligações e acordos eleitorais entrarão em fase decisiva para serem formalizadas nas convenções de junho.

Muitos afazeres

Rossoni nega a orientação. Disse que como presidente estadual do PSDB, ele terá que se dividir entre a Assembléia Legislativa e os compromissos partidários por todo o Estado, participando do lançamento de candidaturas de deputados federais e estaduais. Além disso, citou, terá também que acompanhar a campanha presidencial e fará inúmeras viagens a Brasília.

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As duas opções do PFL para liderar a oposição são os deputados Plauto Miró Guimarães Filho, atual líder da bancada, e o deputado Élio Rusch. Integrante da executiva estadual do PFL, Rusch tem um perfil mais moderado que Plauto. Mas a julgar pela linha que o partido adotou em relação ao governo estadual no programa levado ao ar nas emissoras de rádio e televisão, no horário eleitoral gratuito, o papel de carrasco oficial do governo caberá em 2006 ao PFL.

Governo

Mesmo a liderança do governo não está a salvo de alterações. O representante do Palácio Iguaçu em plenário, Dobrandino da Silva, também acumula a função de presidente estadual do partido e estará envolvido diretamente no processo de reeleição de Requião. Dobrandino disse que, a princípio, continua como líder do governo, mas se avaliar que a carga será pesada demais, pode se licenciar da liderança em plenário. "Vamos ver, se for preciso, eu saio", afirmou.