O senador Gerson Camata (PMDB-ES) chorou na tribuna do Senado ao tentar explicar o fato de ele e sua mulher, a deputada Rita Camata (PMDB-ES), supostamente receberem auxílio-moradia mesmo morando em apartamento próprio em Brasília. Ao todo, o casal receberia do Senado e da Câmara R$ 6.800 mensais. Durante o pronunciamento, ele afirmou que valor do benefício recebido por ele (R$ 3.800) é usado para pagar, entre outros gastos, o condomínio (R$ 1.100) e a conta de gás (R$ 75,46).

Tanto na Câmara quanto no Senado, quem não mora em apartamento funcional recebe o auxílio-moradia em valor integral, sem necessidade de apresentar comprovante. No regulamento, não há referência sobre como proceder no caso dos congressistas que têm residência própria no DF. O senador admitiu morar em imóvel próprio na capital ao se defender da denúncia feita por um ex-assessor de que alugava o seu apartamento para uma Embaixada para receber o auxílio-moradia. “Eu preciso até provar que moro no meu apartamento, o que é uma coisa incrível”, afirmou. No fim de semana, o jornal ‘O Globo’ publicou uma entrevista com Marcus Vinicius Andrade, ex-assessor de Camata, na qual ele afirma que o senador recebia propina de uma empreiteira. Camata negou as acusações.