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Política

Câmara instala CPIs em Curitiba

  • Por Fabiane Prohmann

A Câmara Municipal de Curitiba deverá instalar nesta semana três novas comissões parlamentares de inquérito, a dos Combustíveis, Telefonia e Trânsito. Para que os trabalhos tenham início falta apenas definir os nomes dos integrantes de cada uma delas. “Estou esperando as indicações dos partidos, que ficam encarregados em definir os nomes que irão compor as comissões”, explica João Cláudio Derosso (PSDB), presidente da Casa. Na primeira reunião da Comissão é definido o nome do presidente e do relator. “Mas por uma questão de praxe sempre o vereador que pede a criação da CPI é o presidente ou o relator”, afirma.

Mas antes mesmo dos trabalhos começarem, a Comissão da Telefonia já está causando polêmica. Isso porque no ano passado já foi instalada a mesma CPI, com os mesmos temas que serão tratados nesta. Na época o presidente foi o vereador Fábio Camargo (PSC). “No ano passado fizemos um trabalho com começo meio e fim. Não acredito que esta segunda CPI possa melhorar alguma coisa”, diz.

“Eles deveriam pegar o que foi acordado e ver se está sendo feito ou não. Já investigamos, já sabemos das falhas, mas eles querem chover no molhado”, opina. Para Camargo, falta bom senso dos vereadores para que ao invés desta um outro assunto seja investigado. “Se eles querem dar continuidade ao assunto que criem uma comissão, e não uma CPI. E se o que foi objetivado não está sendo cumprido, então a denúncia deve ser encaminhada ao Ministério Público. Se existe bom senso poderíamos investigar problemas mais sérios, já que só podemos instalar três comissões por vez”.

O provável presidente da CPI da Telefonia é o vereador Antônio Bueno (PSL), e o relator deverá ser o pastor Valdemir Soares (PL). Segundo Bueno, as declarações de Fábio Camargo foram uma surpresa. “Eu não sabia da posição do Fábio, até porque ele queria ser o relator desta comissão, mas não foi aceito porque ele não teve boa atuação na anterior”, conta.

No período das eleições, no ano passado, Camargo deixou a presidência da CPI para se dedicar à campanha eleitoral. Em seu lugar assumiu o então relator, Antônio Bueno. “Pegamos o barco andando. Quem recebeu as denúncias foi o Fábio, mas quando ele se afastou, por questões políticas, ele não nos repassou as informações. Tivemos que começar praticamente do zero, tanto que os maiores resultados foram obtidos quando eu era presidente”, afirma.

Segundo Bueno agora o tema abordado será a situação dos empreiteiros. “Ela será uma espécie de continuação, só que antes por questões legais não podíamos tratar das empreiteiras. Nesta mudamos o assunto, e com isso não haverá como contestarem. “Temos denúncias de donos de empreiteiras que investiram na parceria com a Brasil Telecom e não foram pagos”, adianta. Os demais integrantes deverão ser José Roberto Sandoval (PPB), Rui Hara (PSDB), Carlos Bortoletto (PFL), Aldemir Manfron (PTB).

Combustíveis

Proposta por Fábio Camargo, a CPI dos Combustíveis deverá ser ampla em suas investigações. “Há uma diferença grande de preços nos postos e denúncias de combustível adulterado que tem que ser investigadas. Não estamos acusando ninguém, mas temos denúncias não só de pessoas que me procuraram, mas também de ex-funcionários de postos que contaram algumas barbaridades, como cargas desviadas e adulteração”, conta Camargo, que deverá ser o presidente. A relatoria deverá ficar com José Aparecido Alves (PSB), o Jotapê.

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