Câmara inicia discussão sobre partilha do pré-sal

Apesar da falta de unidade da base aliada e da obstrução feita pela oposição, o governo conseguiu dar início à discussão, no plenário da Câmara, do projeto de lei que estabelece o modelo de partilha do pré-sal. A votação da proposta, entretanto, só deve acontecer amanhã, uma vez que a oposição continua utilizando todos os mecanismos possíveis para obstruir os trabalhos em plenário. O movimento, liderado pelo DEM e PSDB, conta ainda com o apoio do PPS, PSOL e PSC.

O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), defendeu mais uma vez o acordo fechado com os governadores do Nordeste que garante mais recursos da área do pré-sal já licitada para os Estados que não são produtores de petróleo. Apesar do acordo fechado na semana passada, alguns deputados da bancada nordestina e de outras regiões que não fazem fronteira com a região do pré-sal defendem uma divisão mais equitativa dos recursos entre todos os Estados. “Se não votarmos a partilha, quem vai mais perder são os Estados não confrontantes”, disse Vaccarezza, na tentativa de convencer representantes dos Estados não produtores da importância de se votar a proposta do governo.

Líderes da oposição, por outro lado, fizeram questão de destacar as dificuldades encontradas pelo governo para garantir número suficiente de deputados para votar o projeto. “Claramente, não há entendimento para isso, não há ainda grau suficiente de convergência”, disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP). A mesma posição foi defendida pelo líder do PPS, Fernando Coruja (SC). “É evidente que não há consenso”, disse.

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