Nove deputados apareceram na Câmara dos Deputados ontem, primeiro dia de atividades legislativas após o recesso parlamentar. No Senado, o quadro não foi muito diferente, com a maioria das cadeiras vazias na sessão de ontem, dedicada apenas para discursos.

O esvaziamento no primeiro dia de trabalhos já era esperado pelos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que só convocaram votações para a próxima semana.

Precavido, Chinaglia enviou telegramas para os deputados com a convocação para votações marcadas já para segunda-feira, quando pretende negociar com os líderes partidários a liberação da pauta de votações. Garibaldi, marcou reunião semelhante para terça-feira, quando serão definidas as prioridades da Casa no segundo semestre. Assim como a maioria dos parlamentares, nenhum dos dois presidentes compareceram ao Congresso ontem.

Com a maioria dos deputados e senadores envolvida com as eleições municipais, a expectativa é que a assiduidade dos parlamentares diminua, pelo menos, até outubro. Cientes disso, Chinaglia e Garibaldi vão definir um cronograma de trabalhos para que o Legislativo não fique com as atividades totalmente paralisadas até as eleições. A idéia é fixar semanas de “esforço concentrado” em agosto e setembro acumulando as votações para um período mais curto, com a presença de todos os parlamentares, que teriam uma programação mais branda nas demais semanas.

Para isso, deputados e senadores terão de destrancar as pautas, mas a oposição não parece muito disposta a dar seguimento a três medidas provisórias que emperram o trabalho do Senado.