A resposta da Câmara Legislativa à decisão de Paulo Octávio em se manter no governo do Distrito Federal foi imediata. No espaço de meia hora, os deputados distritais decidiram reabrir a sessão do plenário, indicaram Batista das Cooperativas (PTB) como relator do processo de impeachment de Paulo Octávio e aprovaram o parecer favorável à abertura do processo, feito pelo deputado em dez minutos. Agora, tanto o governador licenciado, José Roberto Arruda (ex-DEM), quanto o vice-governador eleito do Distrito Federal respondem a processo de impeachment.

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Ao todo, cinco pedidos de impeachment foram apresentados contra Paulo Octávio, tendo sido três aprovados pela Procuradoria da Casa, apresentados por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), Partido dos Trabalhadores (PT-DF) e Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF). Um pedido, do PCdoB-DF, ainda não foi analisado pela Procuradoria, e outro, do PSB-DF, foi rejeitado porque o representante do partido não apresentou cópia do título de eleitor na documentação.

José Roberto Arruda, citado como mentor de um esquema de corrupção conhecido como “Mensalão do DEM”, também responde a processo de impeachment, aberto na manhã de hoje pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa. O processo contra Arruda será analisado, agora, por uma Comissão Especial. O processo contra Paulo Octávio, apesar de não ter sido aprovado pela CCJ antes, e sim pelo plenário, também seguirá o mesmo trâmite e será analisado pela Comissão Especial.

Ao pular o processo na CCJ, os deputados dão celeridade ao processo. Acelerar os processos contra Paulo Octávio foi uma proposta da oposição, que vem ganhando apoio da base aliada desde que o governador José Roberto Arruda foi preso pela Polícia Federal e pediu afastamento do cargo.

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Hoje à tarde, também foram eleitos os deputados distritais que formarão a Comissão Especial – serão dois parlamentares da oposição, dois governistas e um considerado moderado. O relator dos processos na comissão, que ainda não foi escolhido, terá dez dias para emitir um parecer. A expectativa dos deputados é de que em 40 dias o assunto chegue à pauta do plenário.