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Política

Caíto Quintana explica contratação

  • Por Redação O Estado Do Paraná

O secretário da Casa Civil, Caíto Quintana, explicou ontem a contratação do ex-tesoureiro da campanha à reeleição do prefeito Cássio Taniguchi (PFL) em 2000, Francisco Paladino Junior, como funcionário comissionado do Palácio Iguaçu. De acordo com o chefe da Casa Civil, Paladino Junior já pertencia aos quadros da secretaria e foi apenas “renomeado” para o cargo. Quintana afirmou que não vê problemas na manutenção de Paladino como funcionário de confiança do governo. Para o secretário da Casa Civil, a atuação de Paladino no caso Caixa 2 contribuiu para o que chamou de processo de moralização no Estado e no município.”O Paladino deve ser um funcionário de alta qualidade porque viu que houve erros e teve a dignidade moral de denunciá-los”, comentou Quintana.

Paladino foi peça central da denúncia contra o prefeito, acusado de ocultar da Justiça Eleitoral R$29 milhões em gastos de campanha. A investigação da denúncia contra o prefeito pelo Ministério Público Estadual avançou depois que o tesoureiro da campanha reconheceu como autênticas as fotocópias dos documentos que indicavam a diferença entre os gastos declarados pela coordenação da campanha ao TRE e o movimento registrado no chamado Caixa 2. A Casa Civil alega que Paladino já era funcionário da secretaria. Sua nomeação, de acordo com a Casa Civil, foi publicada em Diário Oficial no decreto 4.320 de junho de 2001, assinado pelo ex-governador Jaime Lerner (PFL). Ao assumir o cargo, o governador Roberto Requião (PMDB) exonerou todos os cargos comissionados, entre eles, Paladino. De acordo com a Casa Civil, cerca de setenta por cento dos exonerados foram renomeados pelo novo governo, entre eles, o ex-tesoureiro da campanha de Taniguchi. Conforme a Casa Civil, foi feita uma avaliação de todos os comissionados e recontratados aqueles que eram dotados de capacidade técnica para suas funções.

Caso em aberto

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as irregularidades no financiamento da campanha de Taniguchi, atendendo a denúncia dos partidos de oposição ao prefeito, PT,PDT, PMDB e PPS. A PF pediu o indiciamento do prefeito que foi acatado pela 1.ª Zona Eleitoral. Mas os advogados de Taniguchi entraram com recurso pedindo a devolução do inquérito para a PF, alegando que o prefeito não foi ouvido no inquérito. Taniguchi foi convocado três vezes pela Polícia Federal e não compareceu para prestar depoimento.

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