Bradock fica doente por quatro meses

O deputado estadual Mário Bradock (PMDB) pediu licença do mandato por quatro meses, permitindo assim a permanência na Assembléia Legislativa do primeiro suplente e líder da bancada do PMDB, deputado Antônio Anibelli. Com a volta dos ex-secretários de Estado – Caíto Quintana, Vanderlei Iensen e Edson Strapasson – Anibelli teria que deixar o mandato, mas o afastamento de Bradock adia a saída do peemedebista.

O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse que Bradock apresentou um atestado médico, em que comprova problemas de saúde, para se licenciar. Brandão não revelou a doença do peemedebista, justificando que o atestado exibe apenas códigos. "Não sou médico para decifrar os números dos códigos. Eu tenho que confiar no profissional que assinou o atestado", afirmou.

A Assembléia Legislativa continuará pagando normalmente o salário de Bradock. Isto porque o atual regimento interno permite o pagamento para os deputados que se afastam para tratamento de saúde. O salário somente é cortado quando a licença é concedida ao deputado que alegar "interesse particular" .

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Dobrandino da Silva (PMDB), também afirmou que não sabe que tipo de doença o deputado peemedebista está tratando.

Ontem, na primeira sessão depois do final de prazo de desincompatibilização dos secretários-candidatos, apenas Iensen (ex-secretário especial da Chefia de Gabinete) compareceu ao plenário. O ex-secretário de Assuntos da Região Metropolitana Edson Strapasson e o ex-chefe da Casa Civil Caíto Quintana não participaram da sessão. Quintana, segundo sua assessoria, reuniu-se com os funcionários do seu gabinete no horário da sessão.

Chapas

Ontem à noite, a executiva estadual do PMDB iria se reunir para analisar a composição da chapa de candidatos à Assembléia Legislativa e Câmara Federal. Segundo o vice-presidente estadual do partido, deputado Nereu Moura, a partir da saída dos secretários do governo já é possível fechar um pré-quadro das candidaturas proporcionais do partido. Dos 19 secretários que deixaram o governo, doze eram candidatos a deputados estadual e seis a deputado federal. Apenas um, o vice-governador Orlando Pessuti, saiu para tomar posse como conselheiro do Tribunal de Contas.

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