O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 8, que cogita cinco nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele pretende indicar o titular para o cargo de procurador-geral até a próxima segunda-feira, 12. Para Bolsonaro, o futuro titular da PGR não pode tratar a questão ambiental com “radicalismo”, agir com “estrelismo” ou ainda interferir em temas das Forças Armadas.

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“A gente quer que esse futuro chefe do MP trabalhe no sentindo junto aos seus pares para evitar de forma xiita tratar minorias e tenha um tratamento adequado no tocando às Forças Armadas. Muitas vezes o MP interfere nas questões nossas (militares)”, declarou Bolsonaro, citando uma ação do Ministério Público que queria desobrigar alunos de colégio militar de seguir protocolos para o corte de cabelo.

Ele citou uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que aponta que o subprocurador-geral Augusto Aras, um dos nomes avaliados por Bolsonaro, já defendeu teses de esquerda. Para o presidente, Aras “ganhou um pontinho” após a notícia.

O presidente também afirmou que estuda indicar o procurador Vladimir Aras, referindo-se a ele como primo de Augusto Aras. Também fez referência a um capitão de forças especiais. Ontem, ele se encontrou com o procurador regional da República da 1ª Região Lauro Cardoso, que tem formação militar pela Academia das Agulhas Negras (Aman) e foi paraquedista do Exército antes de entrar para a carreira no MP.

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Nesta quinta-feira, Bolsonaro receberá no Palácio do Planalto a deputada Bia Kicis (PSL-DF), que deverá levar um nome para ser indicado. O presidente disse que os integrantes da lista tríplice eleitos por colegas do Ministério Público e a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também estão na fila.