Em pronunciamento na noite desta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro afirmou “tolerância zero” com crimes ambientais e reiterou que o Brasil é um “exemplo de sustentabilidade para o mundo”. Sem citar diretamente nenhum país, Bolsonaro cutucou os países desenvolvidos que “não avançaram no Acordo de Paris”, sobre o clima.

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Duras críticas à política do governo brasileiro vieram nos últimos dias de França, Alemanha e Noruega, entre outros países. Pressionado internamente e pela comunidade internacional, Bolsonaro disse que as queimadas estão na média dos últimos 15 anos e que são normais nessa estação de seca e ventos fortes.

Ao lembrar que 20 milhões de brasileiros vivem na Amazônia, o presidente reiterou a intenção do governo em dar dinamismo econômico à região. “É preciso dar oportunidades para essa população”, afirmou. O presidente pediu também “serenidade” em tratar do meio ambiente e reiterou que espalhar dados e notícias não confirmados não ajudam a solucionar o problema.

Apoio de Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump diz que conversou com Bolsonaro e ofereceu ajuda para contornar o problema das queimadas na Amazônia. “Eu disse a ele que os Estados Unidos podem ajudar na questão dos incêndios da Floresta Amazônica. Estamos prontos para dar assistência”, escreveu no Twitter.

O presidente norte-americano ainda comentou que as perspectivas de acordos comerciais com o Brasil são “animadoras”. “Talvez as mais sólidas do que em qualquer outro momento”, pontou. Ele não comentou, contudo, sobre a reunião do G7 que, por iniciativa do presidente da França, Emmanuel Macron, deve abordar as queimadas na Amazônia. Macron criticou o Brasil sobre o tema.

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