O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que houve no Brasil um processo de redução da desigualdade que ele considerou “espetacular”. Durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo, realizado nesta terça-feira, 19, em São Paulo, o ministro apresentou a evolução do índice de Gini e do PIB per capta no Brasil nos últimos anos.

Mercadante destacou o impacto positivo do programa Bolsa Família na redução da desigualdade e afirmou que o programa melhorou a cobertura de matrículas escolares dos estudantes e o desempenho acadêmico.

Sobre o emprego no País, Mercadante disse que “mesmo num ano difícil, foram gerados novos postos de trabalho”. Ele avaliou que a taxa de desemprego atual é “muito positiva para o cenário que encontramos”.

O ministro da Educação argumentou que o Brasil ainda precisa ampliar os investimentos em ensino. Ele afirmou que o País é o que mais aumentou verba para educação, citando estudos da OCDE. “Somos o maior país em investimento público em educação quando se olha a receita da União”, disse. Ainda assim, Mercadante afirmou que o investimento per capta é inferior ao de vários países da OCDE.

Durante sua participação no Fórum, Mercadante falou ainda sobre iniciativas do governo federal. Ele destacou o programa de escola em tempo integral como uma forma de melhorar a qualidade do ensino em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). E afirmou também que foi dobrada a meta de escolas em tempo integral para 60 mil até 2014 e que hoje já são 50 mil escolas em tempo integral.

Produtividade

Mercadante afirmou que a produtividade é um ponto central da competitividade no médio e longo prazo. Ele ressaltou que é preciso que as empresas criem a cultura de formação de talentos profissionais e citou o Pronatec ao defender que o País possui hoje um programa de investimento em formação profissional.

“Estamos discutindo a formação dual – trabalhar estudando e estudar trabalhando”, comentou Mercadante. O ministro fez ainda uma defesa do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), ao afirmar que a prova garante o acesso ao ensino superior de modo “muito mais democrático, meritocrático e republicano”. Contudo, o ministro apontou um problema: “dos cinco milhões que fazem Enem, metade não terá vaga nas universidades”, completou. Por isso, reforçou o ministro, é importante oferecer e valorizar o curso técnico.

Ele também mencionou que um terço dos estudantes que ingressam na universidade hoje fazem isso via políticas de inclusão, como os benefícios do Prouni e financiamentos estudantis (Fies). “Precisamos criar cultura de empreendedorismo, patente do conhecimento na universidade”, defendeu o ministro, que completou: “se quisermos pensar em economia, temos que pensar da creche à pós graduação”.