O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômio e Social (BNDES) e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Luciano Coutinho, disse, nesta quinta-feira,16, em depoimento à CPI da Petrobras, que o banco cumpre estritamente a lei em seus procedimentos e reconheceu que contratos de projetos em andamento que possam ser influenciados por desdobramentos da Lava Jato podem vir a ser revistos pelo banco de fomento.

“Projetos em andamento foram feitos sob contratos juridicamente perfeitos e podem ser reavaliados se acontecer uma mudança relevante na classificação de risco dos projetos”, afirmou. Coutinho também ressaltou que a orientação é para que a estatal colabore com as investigações. “A Petrobras é vítima e não protagonista dos desvios que porventura tenham ocorrido”.

Coutinho afirmou ter tido “zero de conivência” com qualquer desvio na Petrobras durante a sua atuação como membro do Conselho de Administração da empresa. “Ao contrário, todas as providências foram tomadas. Atuamos nas investigações internas orientando a diretoria, que por sua própria conta colabora com as investigações em curso”, disse.

Questionado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Coutinho alegou não ter havido conivência ou omissão com desvios na Petrobras, que, segundo ele, eram “impossíveis” de serem identificados. “Fatos até então eram impossíveis de se adivinhar, não só por nós quanto pelo mercado. Empresas de auditoria de primeira linha também não identificaram a existência desses desvios”, completou.