O ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que iniciou sua campanha ao governo do Estado, ontem, ao lado do presidenciável tucano José Serra, divulgou seu plano de governo, destacando, entre outros itens “alavancar parcerias público-privadas”, “equacionar concessões de serviços públicos” e “respeitar contratos juridicamente perfeitos”, no que foi interpretado como um recado para tranquilizar a iniciativa privada, que não vai repetir o tratamento dado pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB) às empresas interessadas em negociar com o poder público, como as concessionárias de rodovias, por exemplo. No plano de governo, Beto também se compromete a solucionar problemas herdados do governo atual, como a dragagem do Canal da Galheta, no Porto de Paranaguá e implantar os contratos de gestão, nos moldes dos utilizados na Prefeitura de Curitiba.
Também acompanhado de seu vice, Flávio Arns (PSDB), dos candidatos ao Senado por sua coligação, Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP), além dos líderes dos demais partidos de sua aliança; Beto Richa caminhou pela Rua XV de Novembro, em Curitiba, visitou obras de um Centro de Referência de Ação Social, no bairro Parolim, a Pastoral da Criança e participou de um evento sobre Ação Social no Paraná Clube.
Beto agradeceu a Serra pela “honra de, pela segunda vez em menos de uma semana, recebê-lo no Paraná e, ainda mais, no primeiro dia de campanha” e prometeu que o Estado retribuirá nas urnas a deferência que tem recebido do candidato tucano ao Palácio do Planalto. “Curitiba e o Paraná vão dar a resposta que o Serra quer do Estado, garantindo a boa diferença para consolidar Serra como primeiro lugar no Sul do País”.
Beto aproveitou o discurso de Serra que prometeu manter o Bolsa Família, para também garantir que manterá “e ampliará os bons programas sociais do governo atual. Esse é meu estilo de atuação e é o que fiz na Prefeitura de Curitiba, ampliando os Armazéns da Família, por exemplo. Não temos a menor necessidade de desfazer ou desmerecer o que os outros fizeram e que a população aprova e avalia muito bem”, disse.
Após a iniciar a campanha oficialmente na capital, onde foi prefeito até março deste ano, quando renunciou para disputar o governo, com aprovação de 80%, Beto disse que buscará os votos do interior do Estado, onde é menos conhecido e, em várias regiões, perde para Osmar Dias (PDT) na preferência do eleitorado. “A estratégia é continuar o trabalho. Tenho visitado muito o interior e recebido carinho e demonstrações de confiança no nosso trabalho e nas nossas propostas. Estou animado com a possibilidade concreta de fazer esse projeto vencedor no Paraná. Projeto que atende o interesse de todos os paranaenses com um novo jeito de governar para transformar o Paraná”, disse o candidato, que prometeu registrar em cartório seu plano de governo.


