O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), defende a realização de prévias para a escolher o candidato tucano à Presidência da República nas eleições de 2018. No segundo mandato como governador no Estado, Richa tenta projetar seu nome no cenário nacional da legenda e afirma que o partido está “muito fortalecido” para as eleições de 2018, após o resultado dos pleitos municipais.

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O partido foi o que mais cresceu entre as grandes legendas nas disputas pela Prefeitura, com destaque para a eleição de João Doria em São Paulo capitaneada pelo governador Geraldo Alckmin, um dos possíveis presidenciáveis ao Planalto e de quem Richa é próximo. O paranaense disse que o PSDB foi o partido que mais fez um contraponto ao PT, “que está em baixa, foi sepultado nessas eleições.”

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“O PSDB hoje está muito fortalecido para as eleições de 2018, eu vou apoiar aquele candidato que o meu partido escolher, defendo as prévias”, afirmou Richa, em entrevista nesta sexta-feira ao Broadcast Político, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado. O governador está em São Paulo, onde visitou o Salão do Automóvel e participou de outros eventos automobilísticos.

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Para ele, as prévias são a forma de os militantes e filiados ao partido participarem de maneira democrática e transparente da escolha de um nome para disputar a sucessão de Michel Temer (PMDB), com quem Richa afirmou ter uma relação “muito boa”. “Espero que não haja rachas dentro do partido, o PSDB tem boas condições, tem três ou quatro nomes da maior qualificação para representar o partido e os interesses da sociedade”, disse.

Richa é cotado para disputar o Senado em 2018, após dois mandatos como prefeito de Curitiba e dois como governador do Paraná. Ele afirmou que ainda não tomou a decisão e que a escolha dependerá de seu desempenho nos dois últimos anos da gestão. “Terminando bem o mandato, aí sim acabo tendo outras possibilidades, mas no momento eu não estou pensando nisso.”

Escolas ocupadas

Richa destacou que todas as escolas estaduais que estavam ocupadas por estudantes voltaram à normalidade da última segunda-feira, 7. “Não usamos a força policial em um único momento”, disse Richa. O Paraná chegou a ter aproximadamente 800 escolas com estudantes protestando contra o teto de gastos e a reforma do ensino médio, propostos pelo presidente Michel Temer.

Richa afirmou que conversou com os estudantes e garantiu que não iria aplicar a reforma do ensino médio, proposta pelo presidente Temer por medida provisória, sem conversar com os estudantes. “Fizemos audiências públicas com a participação de 15 mil estudantes e levei as propostas para o ministro da Educação, Mendonça Filho. Não havia motivo para as ocupações”, disse.

O governador classificou o movimento como produto de uma articulação política em que os estudantes estavam sendo usados como “massa de manobra”. “As escolas foram desocupadas e até reputo isso à pressão da sociedade, que estava cada vez mais intolerante com esse comportamento”, disse.

Eleição de Greca

O governador afirmou que está “muito feliz” com a eleição de Rafael Greca (PMN) para a prefeitura da capital paranaense. O PSDB compôs a chapa com o assessor de gabinete de Richa, Eduardo Pimentel, como vice. “Rafael Greca é quem tem as melhores condições para criar possibilidade de parcerias com o governo do Estado e governo federal, que foi negada pelo atual prefeito”, disse o governador, referindo-se a Gustavo Fruet (PDT), que tentou a reeleição e não chegou ao segundo turno. Richa atribui a ele, seu ex-colega de partido, sua baixa popularidade em Curitiba como governador. “Ele é especialista em terceirizar suas responsabilidades para acobertar suas falhas, jogando tudo nas minhas costas.”

Empréstimos

O governador espera receber aval do governo federal para realizar empréstimos ao Paraná, visando destravar investimentos em infraestrutura no Estado. Ele disse que entregou à secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, uma relação que comprova que o Paraná foi desprestigiado nos governos de Lula e Dilma. A tentativa, disse o governador, é “reparar injustiças do passado”. “Melhoramos nossa avaliação, temos letra B no rating do Estado, o que nos habilita na autorização desses empréstimos”, afirmou.