Batalha dos remédios entre Estado e capital não acabou

O diretor-geral do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Paulo Tadeu de Almeida, admitiu ontem que o atraso na entrega de medicamentos para tratamento de mal de Parkinson para Curitiba se deve à demora da aprovação do orçamento do Estado, definido apenas em meados de março. Apesar disso, o governador Roberto Requião determinou ontem a compra emergencial de 45 remédios em quantidade suficientes para os próximos 60 dias. Entre eles, três para o combate à Doença de Parkinson.

Na quarta-feira, o prefeito Beto Richa determinara a compra emergencial pelo município dos remédios, acusando o governo estadual de ?atitude desumana?. A declaração provocou bate-boca via imprensa entre ele e o secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier. Ontem o vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, reuniu-se ontem com representantes da Associação Paranaense dos Portadores de Parkinson para explicar como será feita a distribuição dos medicamentos. ?Trata-se de uma decisão humanitária, pois pessoas estão deixando de andar e até mesmo de se alimentar pela falta dos seus remédios?, disse Ducci.

O diretor-geral da Cemepar afirmou que a última compra promovida pelo Estado ocorreu em dezembro, e que além do atraso decorrido do orçamento, novas normas de licitação impostas pelo Ministério da Saúde tornaram o processo mais lento. ?E o governador Roberto Requião decretou que todas os pedidos de compra de medicamentos passassem por ele, já que considerou que o Paraná estava gastando muito com isso?, disse o diretor-geral.

Mas acrescentou que a compra já foi autorizada e que, no máximo no início da semana, os cincos medicamentos que se encontram em falta estarão à disposição dos pacientes. ?Foi um ato humanitário o do prefeito anunciar a compra emergencial. Ele irá gastar R$ 200 mil para isso. Só no ano passado, o governo do Estado, com remédios para mal de Parkinson, gastou R$ 2,5 milhões?, ironizou.

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