O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na noite desta quarta-feira, 26, que o Brasil vive um momento difícil, “de certa polarização”, e destacou que o sistema político extrai, de certa forma, “o pior das pessoas”, ao falar dos pontos “baixos” dos 30 anos que vigora a Constituição Brasileira.

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Por outro lado, o ministro ressaltou a conquista da estabilidade institucional como uma das “histórias de sucesso” das últimas três décadas, citando também a estabilidade monetária, a inclusão social e avanços nos direitos fundamentais como outros exemplos de progresso. Há, no entanto, na visão de Barroso, estruturas que precisam de transformação.

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“Eu apontei como pontos baixos desses 30 anos um sistema político que, de certa forma, extrai o pior das pessoas, e que eu acho que nós precisamos transformar. E essa corrupção estrutural e sistêmica que foi finalmente desvendada, que acho que o País está corajosamente enfrentando”, disse o ministro durante lançamento do livro “A República que Ainda Não Foi”, coordenado por Barroso e Patrícia Perrone Campos Mello. O evento ocorreu no Espaço Israel Pinheiro, em Brasília.

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Ao ressaltar a necessidade de uma “agenda para o futuro”, o ministro da Suprema Corte afirmou que a “fotografia do momento atual é um pouco sombria”, apesar de entender que o País tem andado na direção certa, “ainda quando não na velocidade desejada”.

Tempestade. Repetindo a expressão “tempestade política e econômica”, dita em seu discurso na posse do novo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, Barroso ressaltou que o Brasil vive há quatro anos uma recessão, uma “certa polarização”, ponderando que fazem parte da democracia e que países “passam pelo que têm de passar para amadurecerem e evoluírem”.

“Portanto eu acho que nós vivemos um momento difícil, mas acho que também é um momento de refundação, de mudança no patamar da ética pública, e na ética privada do País. Há na sociedade uma imensa demanda por integridade, patriotismo e idealismo. Eu acho que essa é a energia que muda paradigmas e empurra a história. Tenho uma sensação positiva e construtiva de que logo ali na frente o Brasil vai bombar de vez”, refletiu Barroso.