O delegado do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, Allan Henrique Flore, toma hoje, às 16h, o depoimento do prefeito Homero Barbosa Neto sobre a investigação de pedidos de propina para Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que prestam serviço na área da saúde na cidade, entre eles o Programa Saúde da Família, Policlínica e gerenciamento do Samu.

O depoimento ocorre na Promotoria de Patrimônio Público. Hoje pela manhã a secretária de Saúde, Ana Olympia Dornellas, prestou um novo depoimento ao Ministério Público. Ela pediu para ser ouvida novamente.

Na semana passada, a Operação Antissepsia, que investiga os pedidos de propina, quinze pessoas foram presas, incluindo o então procurador-geral do município, Fidélis Canguçu, demitido por Barbosa após a prisão. As Oscips que prestam os serviços na área da saúde são os institutos Gálatas e Atlântico.

Os contratos entre duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e a administração municipal foram alvos de investigação. Há suspeita de corrupção na contratação dos serviços e desvio de recursos públicos, além de formação de quadrilha.

Em coletiva na semana passada, o procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, informou que todo o material apreendido será analisado para dar continuidade à investigação, que começou cerca de quatro meses atrás a partir de denúncias recebidas pelo Ministério Público. As duas Oscips substituíram o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) há um ano, quando 11 pessoas foram presas. A operação do Gaeco teve apoio da PF e das polícias civil e militar.