A partir de fevereiro, a bancada feminina na Assembléia Legislativa será representada por quatro mulheres, o maior número da história da Casa. Delas, apenas Luciana Rafagnin já assume a função, as outras foram eleitas deputadas estaduais pela primeira vez. Dispostas a enfrentar os preconceitos e a defender não só os interesses femininos, as quatro deputadas sabem que terão muito trabalho, mas estão prontas para assumir as novas responsabilidades.

Maria Aparecida Borghetti (PPB) é formada em Publicidade. Cida é casada com o deputado federal reeleito Ricardo Barros. Esta é a primeira vez que assume um cargo eletivo.

Em 94, 96 e 98 Cida Borghetti trabalhou como coordenadora de Marketing Político para campanhas de diversos candidatos, como Barros, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jaime Lerner (PFL) e Silvio Barros. Em 2000 a deputada ocupou a função de chefe de representação do governo do Paraná e de assessora especial do Governador em Brasília (DF).

Reeleita

Luciana Guzella Rafagnin é natural de Mariano Moro (RS). É agricultora, casada e tem dois filhos. Membro da Comissão Regional de Mulheres da Região Sudoeste e 2ª Secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Francisco Beltrão. Para ela, o fato de ter crescido o número de mulheres na Casa é apenas um começo.

Luciana Rafagnin (PT) iniciou sua militância no PT em 1986, mas filiou-se oficialmente em 89. Em 92 elegeu-se vereadora de Francisco Beltrão, e foi reeleita em 96. De outubro de 99 a fevereiro de 2000 ela assumiu a vaga do deputado Irineu Colombo, do qual era suplente. No mesmo ano disputou a Prefeitura de Francisco Beltrão, ficando em segundo lugar. No ano seguinte Luciana assumiu definitivamente a cadeira na Assembléia, em substituição ao então deputado Péricles de Melo.

Em seu primeiro mandato na Assembléia, a deputada procurou voltar seu trabalho para os movimentos sociais organizados da sociedade, em defesa da agricultura familiar, dos direitos das mulheres e dos trabalhadores rurais.

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