Após pouco mais de uma hora de reunião, deputados do PMDB não chegaram a um acordo sobre as principais regras para eleição do novo líder do partido na Câmara. A principal divergência segue em relação à quantidade de votos necessária em caso de tentativa de reeleição.

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O atual líder do partido na Casa, Leonardo Picciani (RJ), não abriu mão de defender a maioria absoluta dos votos da bancada. Já a ala contrária ao deputado fluminense segue defendendo que, em caso de recondução, o candidato deve ter apoio de pelo menos 2/3 da bancada.

O quórum de maioria mais um facilitaria a recondução de Picciani. Por essa regra, ele precisaria do apoio de 34 dos atuais 67 deputados do PMDB. Já pelo quórum de 2/3, o parlamentar fluminense só seria reeleito com votos de 44 peemedebistas.

Uma nova reunião para tentar chegar a um acordo sobre a regra foi marcada para a quarta-feira, 20. Caso não haja um entendimento até o dia da votação, o número de apoiamentos mínimo necessário deverá ser decidido em votação prévia, antes do início da escolha do líder.

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Além de Picciani, participaram da reunião os deputados Sérgio Souza (PR), Leonardo Quintão (MG), Newton Cardoso Júnior (MG) e Darcísio Perondi (RS). Aliado do atual líder, o ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (deputado licenciado), também esteve no encontro.

Titulares

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Darcísio Perondi levou para a reunião uma lista de sugestões de rito da eleição do novo líder do PMDB. Dos 10 pontos apresentados, também não houve acordo sobre proposta para que só tenham direito a voto os deputados titulares, independentemente de estarem ou não no exercício do mandato.

Por essa regra, ministros e secretários de Estado do PMDB poderiam votar para escolher o novo líder do partido na Câmara sem a necessidade de se licenciarem do cargo. Tanto Picciani quanto deputados da ala de oposição ainda discutem se a proposta seria justa com os suplentes.

Voto secreto

Entre os poucos pontos de acordos, a bancada fechou entendimento para que a eleição seja secreta, o que já vinha sendo defendido pelas diferentes alas. A avaliação de parlamentares contrários a Picciani, considerado aliado do Planalto, é de que a votação secreta deve ajudar a diminuir a pressão do governo na disputa.

Deputados do PMDB também chegaram a um consenso de que o novo líder deverá contemplar todas as “tendências” do partido para a comissão especial do impeachment na Câmara. A proporção para a divisão das 8 vagas a que o partido tem direito, contudo, não foi definida.